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Pássaros Exóticos

João-de-barro

joão-de-barro

Furnarius rufus, é o nome científico do pássaro João-de-barro, também conhecido popularmente como forneiro, amassa barro, oleiro, maria-de-barro, entre outros.

Ele é uma ave Passeriforme da família Furnariidae. Uma ave muito curiosa e famosa pelo seu estilo peculiar de viver.

Estar em contato com a natureza, nos proporciona mais alegria, paz interior e nos faz ver como há uma imensidão de espécies no mundo afora. Observar os pássaros na natureza, também pode ser uma ótima atividade relaxante.

Onde vive o João-de-barro?

O João-de-barro é um pássaro que habita regiões ainda não são florestadas, com vegetação esparsa ou em campos abertos, geralmente distribuídos na América do Sul.

Você pode encontrá-lo no Brasil, Uruguai, Argentina, Bolívia e Paraguai, nem sempre ele está em todas essas as regiões.

No Brasil ele pode ser observado em Pernambuco, Goiás, Mato Grosso, Piauí e Alagoas, ultimamente é possível perceber que o João de Barro está ampliando seu território, isso devido ao desmatamento, que vai deixando a vegetação menos densa.

Também se tem notado a incidência do João-de-barro em locais do sudeste do Pará.

Características do pássaro

Em média sua altura varia entre 18 a 20 centímetros e pode chegar a pesar cerca de 49 gramas, Seu dorso é marrom com tonalidade avermelhada.

O João-de-barro possui sobrancelhas formadas por penas claras, que proporciona um contraste com as plumagens da cabeça, possui penas com tonalidade escura nas asas, que são possíveis ver durante o voo.

Ninho do João-de-barro

Na construção do ninho, o João-de-barro utiliza como matéria-prima além de barro úmido, palha e esterco, onde as medidas irão depender do tipo de solo, quando o solo possui características arenosas, o esterco utilizado poderá ser maior do que a quantidade de terra.

A construção do seu ninho dura entre 18 dias e 1 mês, variando de acordo com a região e o clima do momento, se for um período chuvoso, ele terá barro de sobra, caso período de estiagem, poderá levar muito mais tempo.

O João-de-barro não usa o mesmo ninho por mais que duas estações consecutivas, estudos mostram que ele usa entre dois a três ninhos.

Essa mudança funciona como uma espécie de rodízio, onde ele repara velhos ninhos ou semidestruídos.

Quando falta espaço para construir novos ninhos, o pássaro fica na parte superior ou ao lado de outros ninhos.

O pássaro arquiteto

joão-de-barro
Foto: Reprodução.

Na execução da construção do ninho, o casal divide as atividades da construção, enquanto um traz o material o outro fica no ninho construindo, podendo também existir um revezamento de tarefas.

No interior da casa existe uma divisão entre a entrada da câmera incubadora, essa divisão em forma de parede serve para controlar e diminuir a passagem das correntes de ar, e também é um meio adaptativo para enganar possíveis predadores.

Como mencionado, o ninho será abandonado, porém servirá para outros pássaros como: tuim, pardal, andorinhas, canários, pode ser utilizado também por cobrar, lagartixas, rãs, ratos e por abelhas.

Alimentação

A alimentação do João-de-barro é onívora. Para compor sua dieta ele se alimenta de alguns invertebrados como minhocas, moluscos, cupins, formigas ou iças (formiga conhecida como saúva), podendo procurá-las no solo ou nos troncos das árvores.

O João-de-barro também pode se alimentar de restos de alimentos de seres humanos como pedaços de pão.

Quando o pássaro encontra dificuldades em seu habitat para encontrar alimentos, para a perpetuação da espécie ele se adapta a se alimentar de frutas ou milho.

Lenda do João-de-barro

O João-de-barro é protagonista de uma lenda digna de livros de romance, a lenda se refere a um homem que era bem caridoso que se chamava João, esse homem construía casas, essas casas tinham sempre as mesma forma, e ficavam sempre viradas para o sol (no lado nascente).

As casas eram feitas de capim e de barro. Esse homem não cobrava nada para fazer a construção das casas, a população tinha muito apreço por ele, com o passar de alguns anos, João veio a falecer, os seus vizinhos ficaram muito tristes e prantearam a morte do bondoso João de uma forma que chegaram até os ouvidos de Deus.

Deus que ao ouvir, teve piedade do povo e resolveu dar-lhes o João-de-barro para que fossem consolados, deixando o pássaro construir seu ninho com capim e barro.

Canto do João-de-barro

O João-de-barro possui um canto estridente e em forma crescente, inclusive já inspirou compositores como: Tonico e Tinoco e Olivier Messiaen, a dedicarem músicas inspirados no pequeno pássaro.

O seu canto é uma verdadeira arte em cumplicidade, pois o macho e a fêmea cantam juntos e próximos ao seu ninho. Durante o canto, ambos permanecem em postura imponente e altiva, tremulando as asas.

Reprodução

O João-de-barro é um verdadeiro exemplo de cumplicidade, fidelidade e amor, isso por conta da sua famosa fama de serem um casal monogâmicos e da união mutua entre si.

Geralmente põe de 3 a 4 ovos de setembro em diante, e o período de incubação dura em média de 14 a 18 dias.

Quanto tempo vive um João de Barro?

A comunidade científica até hoje considera a estimativa de vida do pássaro João-de-barro um pouco incerta, no entanto, alguns pesquisadores especulam que esse período esteja compreendido entre 8 a 15 anos.

Curiosidades

  • Outra lenda folclórica sobre o pássaro, um pouco dramática. De acordo com a lenda que se a fêmea trair o macho, ele poderá trancá-la dentro do ninho de deixá-la para que morra, isso porque o João-de-barro é conhecido pela sua fidelidade.
  • É a ave símbolo da Argentina.
  • Seu nome é dado a um projeto de casas populares no Brasil.
  • Talvez seja possível observar um João-de-barro bem perto de você, pois na falta de lugares para construção dos ninhos, ele se acopla em janelas, mais precisamente na junção entre a janela e a parede.
  • Se a fêmea acasalar com outro macho de sua espécie, o seu “cônjuge” a aprisiona no ninho, e ela se deixa morrer ali, por isso é considerada uma ave monogâmica.
  • O ninho pesa em média 4kg e é comum ver vários deles ao lado um do outro ou empilhados, que com o passar dos anos podem chegar até o número de 11 ninhos sobrepostos.
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